Mensagens citam suposta atuação de Michelle Bolsonaro no caso das vacinas

Por Redação, Gmais Brasil 12/07/2021 - 17:06 hs

Uma nova leva de mensagens do cabo da Polícia Militar Luiz Paulo Dominguetti, no poder da CPI da Pandemia, insere um novo personagem na nebulosa negociação de vacinas superfaturadas da Davati com o governo de Jair Bolsonaro.

Numa conversa registrada em 3 de março, Dominguetti conversa com um interlocutor identificado como Rafael Compra Deskartpak sobre a operação em curso, naqueles dias, para que o grupo chegasse até Bolsonaro no Planalto. Como a CPI já descobriu, o reverendo Amilton Gomes de Paulo atuou para aproximar os supostos vendedores de vacina do gabinete presidencial. Ele entrou na empreitada por ser próximo da primeira família.

Nas novas mensagens, Dominguetti comenta assustado sobre os avanços do reverendo. "Michele (sic) não está no circuito agora. Junto ao reverendo. Misericórdia", escreve.

O interlocutor se mostra incrédulo diante do nome da primeira-dama. "Quem é? Michele Bolsonaro?"

E Dominguetti retorna: "Esposa sim".

O interlocutor orienta a ligação para Cristiano Carvalho, CEO da Davati no Brasil, que pilotou a operação: "Pouts. (sic) Avisa o Cris".

Não fica claro, quando Dominguetti diz que "Michelle está no circuito", que tipo de participação a primeira-dama pode ter no caso. Os integrantes da CPI devem avançar sobre esse ponto para entender a primeira-dama foi usado para que os supostos vendedores de vacinas chegassem a Bolsonaro.

Com informações da revista Veja