Lago Corumbá IV: destino da economia goiana

Por Rebeca Romero 11/09/2021 - 17:25 hs


Lago Corumbá IV: destino da economia goiana

Rebeca Romero (dmanapolis.com.br)

Fazer turismo em Goiás é sinônimo de belas paisagens, afinal, a geografia goiana propicia a vontade dos turistas em conhecer os seus encantos naturais: cachoeiras, rios, grutas, trilhas, chapada e ainda água termais com atividades para todos os tipos de viajantes, não importa a idade. Se você procura o que fazer em Goiás, saiba que o ecoturismo é a especialidade local, seja de lazer, para descanso ou para a prática de esportes em meio a natureza.

Empreendimento no Lago Corumbá IV que atraiu interessados em lazer e segunda moradia preserva área verde além do exigido por lei e garante sossego para investidores.

Tradicionalmente os ambientes turísticos nascem de atrativos geográficos naturais, históricos e muitas vezes religiosos. Porém, diferente do que podemos chamar de natural, a natureza exuberante do cerrado foi moldada pelo homem, surgindo assim um dos lugares mais singulares e impressionantes do Brasil, o Lago Corumbá IV, que abrange parte dos municípios goianos de Luziânia, Santo Antônio do Descoberto, Alexânia, Silvânia, Novo Gama, Corumbá de Goiás e nossa vizinha Abadiânia.

Um espaço que foi feito artificialmente para construir uma hidrelétrica, acabou fomentando muito mais potencial para a região que o esperado. A paisagem é cercada por escarpas - relevos que formam despenhadeiros e penhascos - e misturou o espelho d’água com o verde do cerrado goiano, que é belo e bem característico. A mistura dessa beleza sem paralelos no Brasil despertou a veia turística aliada a preservação ambiental. O lago Corumbá IV trouxe a solução para a produção de energia elétrica, elemento tão importante nos dias atuais, mas também, transformou a paisagem e a vida dos moradores do leste de Goiás.  

Criado há 15 anos, o lago artificial foi responsável pelas mudanças econômicas e culturais da região. A Usina foi criada com o objetivo de produzir uma quantidade de energia para cerca de 250 mil habitantes do DF, a barragem tem uma altura de 76 metros – o equivalente a um prédio de 24 andares e possui uma extensão de 173 km² de área e capacidade de 3,7 trilhões de litros de água. O lago se tornou mais do que uma simples Usina e recebe competições de pesca esportiva, regatas de jet ski de níveis regional e nacional e, nas proximidades da barragem, onde a profundidade chega a atingir 90 metros, os mergulhadores mais experientes se aventuram. 

Durante os anos, desde sua construção, o lago vem atraindo pessoas de toda a região que buscam uma alternativa para ecoturismo que seja de fácil acesso, perto dos grandes centros urbanos, mas, ao mesmo tempo, cercada pela natureza e isolada o suficiente para permitir quebrar a rotina e estar em contato com a natureza. O lago Corumbá IV está localizado a cerca de 110 quilômetros de Brasília, capital do Brasil e a cerca de 100 quilômetros de Goiânia, capital do estado de Goiás. Essa atração de goianos e brasilienses para a região moldou a economia de alguns locais como é o caso de Abadiânia. 

Uma cidade que viveu por muitos anos do turismo religioso e que depois das primeiras denúncias de abuso sexual contra João Teixeira de Faria, conhecido internacionalmente como João de Deus, a cidade viu desaparecer uma das suas principais fontes de renda.  Até a prisão do médium, no final de 2018, mais de 90% dos visitantes procuravam Abadiânia com fins religiosos. Hoje, depois do tsunami de denúncias a cidade se refresca nas águas do Corumbá IV, com empreendimentos que estão alavancando a economia da região.

Ismailey Francis foi chamado de “louco” por criar empreendimento na região e hoje colhe os frutos de sua visão empreendedora

Os empresários do mercado imobiliário avistaram a oportunidade e começaram a investir na região do lago, localizado num lugar estratégico, enxergando ali uma oportunidade perfeita para investir no turismo e lazer, sem deixar de lado a preservação ambiental. Foi o que aconteceu com o empresário Ismailey Francis, anapolino e sócio proprietário da Somar Investimentos Imobiliários. A empresa é a incorporadora do Condomínio Porto Valença que fica à beira do lado Corumbá IV. 

Um empreendimento que tem mais de 1200 metros de praia e contará com rede de energia elétrica e acesso pavimentado, rampa para embarcação, mais de 60 mil metros de área verde e muito mais benefícios para as pessoas que buscam qualidade de vida. “No início do investimento muitas pessoas nos chamaram de loucos, mas tínhamos a convicção de que poderíamos criar um horizonte diferente para aquela região, conectando pessoas à natureza e proporcionando qualidade de vida e lazer a todos clientes que já ansiavam por uma segunda moradia na pandemia”, considera Ismailey.

Hoje, a cidade já tem arrecadações que superam a crise do turismo religioso e com toda essa expectativa de crescimento entendemos que, de fato, é nas crises que podemos encontrar grandes oportunidades. A construção desse condomínio movimentará 70 milhões de Valor Geral de Vendas (VGV) e isso foi viabilizado por uma incorporadora Anapolina que tem se tornado ponte para a retomada econômica da querida vizinha Abadiânia.

“No início do investimento muitas pessoas nos chamaram de loucos, mas tínhamos a convicção de que poderíamos criar um horizonte diferente para aquela região”, relembra o empresário.”

O empresário expressou que muitos clientes já estavam em busca de uma segunda moradia ou até fixa que trouxesse a oportunidade de sair da rotina e daquela pressão social que a pandemia causou. Mesmo com a economia da cidade precisando de fôlego e muita gente instável em relação ao futuro financeiro do país, o empreendimento que tem 900 unidades já tem 60% entregue a seus clientes. A metragem mínima é de 500 metros quadrados, conforme legislação municipal, mas o cliente que desejar uma metragem maior pode adquirir pequenas chácaras com áreas de 1700 metros quadrados. “Além das áreas verdes exuberantes, as quais fazemos questão de preservar além do exigido em lei, teremos área de lazer com piscinas, playground, salão de festas, pomar comunitário. Sem falar na praia!”, expressa Ismailey Francis, que também afirma se sentir realizado com o empreendimento.